O ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (18) durante uma operação da Polícia Civil que investiga suspeitas de fraude em licitações públicas.
De acordo com as investigações, o ex-parlamentar seria o responsável por coordenar um esquema de direcionamento de contratos, utilizando múltiplas empresas para participar dos processos licitatórios. A suspeita é de que algumas dessas empresas estariam registradas em nome de terceiros, os chamados “laranjas”, mas vinculadas diretamente a Gilvani.
A ação foi conduzida pelo delegado Augusto Zenon, do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Dercap). Além da prisão, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo quatro deles direcionados a familiares do ex-vereador.
As apurações envolvem contratos relacionados à prestação de serviços como desobstrução de redes pluviais e de esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos. Segundo a Polícia Civil, não há indícios de participação de servidores públicos no esquema investigado.
Os investigadores apontam que ao menos seis contratos firmados estão sob suspeita, somando valores superiores a R$ 2,5 milhões.
A defesa de Gilvani não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Antes da prisão, Gilvani já havia perdido o cargo na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Em dezembro de 2025, os parlamentares votaram pela cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar.
A decisão foi motivada pela constatação de que ele seria controlador de uma empresa contratada pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), o que, segundo a Comissão de Ética da Casa, viola a Lei Orgânica do município. O placar da votação foi de 26 votos favoráveis à cassação, três contrários e quatro abstenções.


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